Galeria de arte pop planeja faturar R$ 15 milhões em 2015

Urban Arts começou como e-commerce e hoje cresce com franquias pelo Brasil

Desde garoto, André Diniz sempre gostou de desenhar e até fazia ‘tatuagens’ nas calças jeans dos amigos. Fez cursos na área, mas deu uma pausa para jogar polo a cavalo profissionalmente. Após uma temporada praticando esportes, ele voltou a investir no design e criou a Urban Arts, hoje uma rede de franquias de galerias de arte pop com 17 unidades e um plano de faturar R$ 15 milhões este ano.

1428950567095

A ideia do negócio começou a sair do papel em 2007 como um projeto experimental de quiosque no Shopping Iguatemi, onde a arte era aplicada em pôster, adesivo de parede, quadros e até calças jeans para relembrar a época da juventude. Já como Urban Arts, a empresa começou um e-commerce em 2009 com o diferencial de dar espaço para os artistas exporem suas criações – o site começou com 15 artistas e chegou a 100 em menos de seis meses.

Dois anos depois, os próprios pedidos dos clientes motivaram a inauguração de uma galeria física na Rua Oscar Freire. O projeto já nasceu com o propósito de expandir a marca por meio de franquias. “Se ia imprimir a arte para uma loja porque não imprimir uma quantidade maior para outras”, lembra Diniz. Além da loja própria nos Jardins, hoje existem 16 franquias com a meta de chegar a 35 unidades em 2017. O investimento inicial para abrir uma galeria é de R$ 190 mil a R$ 240 mil.

“O negócio nasceu totalmente de uma paixão e foi se desenvolvendo até chegar a uma estrutura profissional”, afirma Diniz. O empresário defende que a Urban Arts vende arte acessível, do tipo que não era encontrada nas galerias tradicionais, apenas em lojas de molduras e de brindes, mas sem assinatura ou tiragem.

Já a Urban Arts vende as criações dos artistas, com tiragem limitada de 250 impressões, a partir de R$ 59. “Viemos para dar ao nosso cliente uma oportunidade de arte bacana, acessível, autoral e com tiragem limitada”, diz.

Além dos pôsteres, a empresa também investe na arte estampada em almofadas, canecas e capas para celular. Um dos últimos lançamentos foi um kit de lambe-lambe para o cliente fazer a aplicação em casa.

O site é aberto para qualquer artista se cadastrar. As artes à venda passam por uma curadoria antes de entrarem no ar e o artista ganha 20% do valor de venda online e 10% nas vendas na loja física. Atualmente estão cadastradas mais de 12 mil artes de 2 mil artistas.

Mesmo com um cenário econômico complicado, a rede conseguiu dobrar as vendas no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para Diniz, o relacionamento com os franqueados e o investimento em treinamento ajudaram a alcançar esse resultado.

O coordenador do curso de artes visuais do Centro Universitário Belas Artes, Cauê Alves, destaca que a Urban Arts segue uma estratégia diferente das galerias tradicionais, que trabalham com obras únicas, o que leva a necessidade de vender um grande volume de obras para o negócio se pagar.

“Tem crescido esse nicho de múltiplos, de trabalhos com uma tiragem maior. Existe um público jovem que não tem dinheiro para pagar R$ 5 mil, R$ 10 mil ou R$ 100 mil em uma obra e tem vontade de consumir arte”, afirma. Por outro lado, segundo o especialista, o negócio também abre espaço para artistas exporem seus trabalhos.